Homem em uma loja, em frente a uma variedade de ferros de passar roupa.

Você costuma comprar à vista ou parcelado? O que motiva sua escolha? Talvez você ainda não tenha parado para pensar sobre isso, mas a forma como você compra interfere muito na sua saúde financeira.

Comprar à vista ou parcelar?

É normal que as pessoas parcelem o valor de uma compra porque não têm o montante total disponível naquele momento ou simplesmente porque acreditam que se diluírem a compra ela ficará menos ‘pesada’ no orçamento familiar. Mas muito disso está relacionado a uma  herança cultural e histórica que se reflete em nossas escolhas financeiras.

A compra parcelada é uma coisa brasileira e fora do país se você tentar comprar algo sem ser à vista, as pessoas lhe olharão com ar de interrogação. Mas por aqui a prática é bem comum. Segundo dados divulgados em maio deste ano pela PagBrasil, em 2016, quase 60% das compras em e-commerces foram parceladas.

Não se sabe ao certo quando se deixou de comprar à vista e passou a se comprar parcelado, mas é provável que a prática tenha surgido junto com o chamado ‘fiado’, no qual o pagamento era baseado puramente na confiança. Depois, por volta da década de 1950, quando os cartões de crédito ainda não eram uma realidade, as lojas inventaram o famoso ‘crediário’.

Até hoje é possível encontrar estabelecimentos que ofereçam esta forma de pagamento, ainda que ela esteja cada vez menos considerada pelo consumidor. E a ‘evolução’ desta forma de pagamento se dá pelo parcelamento no cartão de crédito, contudo, com menos riscos para o lojista, já que os cartões são liberados mediante a análises de crédito.

Mas por que eu deveria deixar de parcelar minhas compras?

A compra à vista tem algumas boas vantagens para o consumidor, como o melhor controle de seus gastos, a diminuição do endividamento em caso de imprevistos e as possibilidades de barganha. É muito comum, e hoje em dia até permitido por lei, que um comerciante ofereça descontos para o consumidor que optar pelo pagamento à vista no débito ou em dinheiro.

Além disso, quando compramos tudo à vista precisamos esperar termos o dinheiro completo para então efetuarmos a operação. Esse tempo de poupar dinheiro é importante para a reflexão e para frear o consumismo tão incentivado por todos os lados. Quando você percebe o tempo que é necessário para guardar, aquele dinheiro passa a ter mais valor, e lhe ajuda a perceber também qual o valor daquilo que está comprando e refletir se de fato é algo necessário.

Somado a isso, esse passa a ser um período de pesquisa, no qual você pode conhecer o produto, suas características, as diferentes marcas e os preços trabalhados em cada estabelecimento. Isso dá ao consumidor muito mais poder na compra, tanto do ponto de vista da barganha, quanto do ponto de vista de comprar o melhor produto para a sua necessidade.

O mesmo vale no caso do crédito. Se você está procurando crédito para financiar uma casa, por exemplo, é muito importante primeiro pesquisar as taxas aplicadas por cada instituição financeira e entender quais custos extras elas estão cobrando. Ou no empréstimo pessoal, por exemplo. Toda vez que o consumidor busca por um empréstimo ele precisa estar atendo ao Custo Efetivo Total do mesmo. E toda vez que ele busca um produto, precisa também pensar nos custos relacionados àquilo antes de tomar a decisão de comprar.

Como assim? Simples, não dá para comprar um carro sem avaliar os custos de combustível, manutenção, seguro, impostos, etc. Ou uma geladeira, que pode ser mais econômica e poupar um dinheiro da conta de energia no final do mês.

Lembre-se, a principal chave para não cair no endividamento é planejar e analisar cenários sempre.

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