Cliente realizando uma compra, entregando o cartão de crédito para que o atendente passe o mesmo na máquina de pagamento.

Novas medidas anunciadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) começaram a valer e mudam o valor do pagamento mínimo na fatura do cartão de crédito, além de limitar a cobrança de encargos. As duas definições começaram a valer desde junho de 2018 e têm como objetivo baratear os juros cobrados na modalidade.

O pagamento mínimo do cartão de crédito, que era fixado em 15% do valor da fatura, será determinado por cada instituição financeira. As empresas podem escolher esse valor de acordo com o perfil de crédito do cliente, que deverá ser comunicado de qualquer mudança com 30 dias de antecedência.

Com a mudança, tanto os clientes quanto os bancos devem ser beneficiados. Do lado dos cliente estará a possibilidade de não entrar em uma dívida cara, que não conseguirá bancar. Já do lado do banco, a vantagem se dá pela queda do risco de inadimplência com as novas regras do cartão de crédito.

Juro regular x não regular

A segunda mudança pretende disciplinar as taxas e juros cobrados. Atualmente, existem duas modalidades de cobrança de juro no cartão de crédito: o regular e o não regular.

O regular tem juros médios de 306,14 ao ano, segundo o Banco Central, e é aplicado para clientes que entram no rotativo após pagarem o valor mínimo. Já os clientes que não pagam o mínimo, entram na categoria não regular, com juros médios de 330,95 ao ano.

A mudança atinge essa segunda categoria. Além dos juros normais, esses clientes estão sujeitos à cobrança de novas taxas e multas. Na prática, somente a taxa regular será cobrada de todos os clientes. 

Ainda assim, parcelar a fatura do cartão de crédito não virou um bom negócio. Os juros continuam superiores aos do empréstimo pessoal, dos consignados e do empréstimo com garantia. É muito importante que o cliente avalie se a oferta do banco é de fato a melhor opção ou se é melhor, antes de atrasar o pagamento ou parcelar, pedir um empréstimo com juros mais baixos.

Lembrando que desde abril de 2017, o consumidor só pode pagar o valor mínimo da fatura uma vez. No mês seguinte, ele terá que optar entre o valor total da fatura ou parcelar a dívida em outra linha de crédito. 

Juros altos

Apesar de a medida ter a intenção de baixar os juros, o cliente continuará pagando taxas altas caso não pague o valor total da fatura. O Henrique Lian, Gerente Executivo da Proteste, explica neste vídeo quando é vantagem tomar um empréstimo para pagar o rotativo do cartão.

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