Homem segurando um celular, olhando para a sua tela.

No primeiro mês de vigência das novas regras que visavam diminuir o juro do rotativo do cartão de crédito, o custo da modalidade subiu. Em junho, quem pagou pelo menos o valor mínimo da fatura teve uma média de 261,1% ao ano, 18,1 pontos mais que maio.

Os juros não regulares, na qual o consumidor paga menos que o valor mínimo, caiu 32,8 pontos no mesmo período, chegando a 313,3% ao ano. Lembrando que a partir de junho é permitido aos bancos personalizar a porcentagem do mínimo para cada cliente. Antes esse valor era fixo em 15% da fatura.

O movimento foi puxado pelos bancos Santander Brasil e Bradesco. No primeiro a alta foi de 30,7 pontos, somando 241,91% ao ano. Já no segundo o crescimento foi de 4,35 pontos, chegando a 317% ao ano – a mais cara entre as grandes instituições financeiras do país.

A taxa caiu no Banco do Brasil (menos 13,75 pontos, a 165% ao ano), e na Caixa Econômica Federal (recuo de 3,16 pontos, a 237,52% ao ano). No Itaú houve estabilidade, com 313,3% ao ano.

Mudanças no Cartão de Crédito

Com as novas regras em vigor, o objetivo do Banco Central era aproximar a taxa dos juros não regulares (quando não há o pagamento mínimo da fatura) com  o rotativo (quando pelo menos o mínimo é pago). Mas o efeito foi o contrário. O rotativo é que subiu.

Segundo o Banco Central esse movimento é uma adequação das instituições às novas regras, não sendo possível ainda prever se é uma tendência que vai se manter.

Inadimplência

A alta se deu mesmo com a estabilidade da inadimplência na modalidade. Segundo o Banco Central, a taxa de não pagamento do rotativo do cartão foi de 34,6% em junho, ligeiramente menor que os 34,7% de maio.

Como sair da dívida do cartão de crédito

Apesar das iniciativas das autoridades monetárias, dívidas do cartão de crédito continuarão como uma das mais caras do mercado, junto com o cheque especial. O ideal é nunca deixar de pagar o valor total da fatura.

Caso a situação saia do controle e não seja possível o pagamento total da fatura, o consumidor deve procurar outras linhas de crédito mais baratas para pagar a dívida.

Uma sugestão é o empréstimo pessoal, que tem taxas médias mais baixas. Pode ser a diferença entre sair do sufoco ou cair numa bola de neve.

Henrique Lian, Gerente Executivo da Proteste, explica neste vídeo quando é vantagem tomar um empréstimo para pagar o rotativo do cartão.

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