Em abril de 2018 o Banco Central regulamentou o funcionamento das fintechs de crédito e introduziu uma nova modalidade de empréstimos no Brasil, o peer-to-peer ou P2P. Nele é possível tomar o dinheiro diretamente com outra pessoa, que se interessa em lucrar com os juros do empréstimo. A condição é haver uma empresa inscrita como Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP) para intermediar a operação.

A modalidade surgiu na Inglaterra em 2005 e se espalhou pelo mundo após a crise econômica de 2008. Atualmente os Estados Unidos são o maior mercado P2P do mundo.

Como funciona o empréstimo peer-to-peer

Cada empresa adota critérios para a seleção de quem pode tomar o empréstimo peer-to-peer, seja pessoa física ou jurídica. Em geral, quanto melhor a avaliação de quem empresta, menor é a taxa de juro e o retorno do investidor.

Portanto, para quem quer investir, quanto maior o lucro, maior o risco.

Existem empresas em que o próprio tomador define a taxa de juro, sabendo que terá mais chance de receber o dinheiro se concordar em pagar mais pelo empréstimo. Em outras a SEP define a taxa de acordo com uma análise de crédito.

Há também a possibilidade de se investir em um fundo que emprestará para uma ou mais pessoas jurídicas. Em geral, os riscos a inadimplência é menor quando se empresta para empresas.

Uma dica é diversificar os investimentos, pois mesmo que haja um calote de um tomador, o lucro vindo dos outros cobre o prejuízo.

Portanto, tomador e investidor devem pesquisar a SEP e analisar com cuidado o processo para encontrar uma com que se sintam mais confortáveis.

Outros custos

Além da taxa de juro, que é o lucro do investidor, o tomador deve pagar a comissão cobrada pela SEP e o Imposto sobre operações financeiras (IOF). A soma desses fatores resulta no Custo Efetivo Total (CET) do empréstimo. Mas atenção, é proibido pedir adiantamento para realizar o crédito, isso é crime. Esses valores devem ser diluídos nas parcelas.

Não é agiotagem

Apesar de ser um empréstimo entre pessoas, a prática é bem diferente de agiotagem, que é ilegal e perigosa. Uma instituição financeira continua intermediando o negócio e o cliente está protegido por todas a leis, além de poder denunciar a instituição para o Banco Central ou Procons caso aconteça algo.

Outra diferença é que a taxa de juro do empréstimo peer-to-peer costuma ser baixa, enquanto agiotas emprestam com juros extremamente abusivos.

A Lendico Brasil faz empréstimo peer-to-peer?

Não, no Brasil a Lendico só faz empréstimo pessoal para pessoa física, mas é uma das principais plataformas P2P da Europa.

A Lendico surgiu em 2013 na Alemanha com a proposta de fazer empréstimo peer-to-peer.  Hoje está presente também na Áustria e Holanda. Em 2015 chegamos ao Brasil.

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2 comentários

  1. Necessito de um empréstimo 5000pois preciso pagar a escola em que minha filha estuda técnico de enfermagem .e uma conta abusivamente juro alto

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